Traídos pelos tucanos, servidores da Justiça vão a ALMG.

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A Bancada do PT na Assembleia Legislativa, por intermédio do deputado Rogério Correia, manifestou apoio ao ato realizado por servidores da Justiça na manhã desta terça-feira 2, no hall da ALMG. A manifestação dos servidores do Tribunal de Justiça de Minas Gerais foi organizado pelos sindicatos dos Servidores da Justiça de Primeira Instância de Minas Gerais (SERJUSMIG) e de Justiça de Minas Gerais (SINJUS).

Eles reivindicam a revisão geral de 6,42 %, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), e ainda recomposição geral nos salários, para repor a inflação, que é direito constitucional. Rogério Correia lembrou que o reajuste é um direito conquistado de forma legítima e, no caso dos serventuários, até hoje não foi cumprido. Ao defender a greve da categoria, o parlamentar ressaltou que é a forma que os trabalhadores têm de demonstrar seu descontentamento.

“É bom deixar claro que isso só acontece porque o governo tucano de Minas trata os membros do serviço público concursado como se fossem marajás. Essa tese é ultrapassada. É preciso que a realidade seja mostrada. Da nossa parte vamos fortalecer esses movimentos, porque eles mostram como de fato está nosso estado”, disse Correia. Segundo ele, em Minas não há liberdade de imprensa. “Deixo aqui meu repúdio, não aos jornalistas mineiros e sim aos donos dos meios de comunicação que recebem do governador Anastasia e do senador Aécio Neves”, denunciou.

De acordo com Rogério Correia, são os dois tucanos que determinam o que a imprensa divulga ou maqueia. Ele lembrou aos servidores que já alertara sobre a situação, citando a falta condições de trabalho, principalmente do pessoal que trabalha no interior, que chega a custear do próprio bolso despesas para realizar serviços, utilizando os próprios veículos e pagando o combustível.

“Somos testemunha que vocês procuraram outros meios de negociação antes de se decidirem pela greve, que não apenas é legal, mas também é justa. Então, nosso apoio é fundamentado nas ações que os sindicatos fizeram com muita antecedência”, justificou. O presidente do SINJUS-MG, Robert França, fez questão de ressaltar que os trabalhadores foram à Assembleia, que é a casa do povo, para debater sobre direitos e reivindicar que eles sejam respeitados.

Nova reunião na ALMG será marcada para a próxima semana.

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