TJMG: Filhos do presidente brincam de esconde esconde processual

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Filhos do presidente do TJMG fazem o que querem. Um retira e não devolve os autos e o outro pede para adiar julgamento devido à ausência dos mesmos.

As instituições mineira, Executivo, Legislativo e Judiciário estão passando por um dos piores momentos de sua história.  Integrantes dos três poderes que não se dispõem a participar do que está ocorrendo, são afastados, preteridos e até mesmo prejudicados em suas carreiras.

A alta direção do Poder Judiciário mineiro, que até a posse do novo presidente, desembargador Joaquim Herculano Rodrigues, mantinha um certo pudor em relação a determinadas práticas consideradas espúrias, resolve “ liberar geral”, permitindo que procedimentos “malandros” se sobreponham impunemente a regular tramitação processual.

Na matéria do Novojornal“Filhos do presidente do TJMG prometem nova façanha” já informávamos a intenção dos integrantes da defesa do prefeito de Mariana, Celso Cota, comandada pelos dois filhos do presidente do TJMG, em adiar o julgamento, no intuito de aguardar a aposentadoria em julho do desembargador Brandão Texeira, relator da matéria, que em seu parecer opinou pela rejeição da Ação Rescisória que vem mantendo Cota no cargo de prefeito.

Com o julgamento marcado para ontem 11/06, os advogados do réu Guilherme Otávio Santos Rodrigues, filho do presidente do TJMG, e Joab Ribeiro da Costa, descumprindo uma ordem judicial, não entregam os autos e os mesmos advogados pediram a retirada da pauta, devido a falta dos autos em mesa que estão com eles mesmo.

O pior, um desembargador Marianense, Caetano Levi, que se dera como impedido, além de não fazer parte da turma, recebeu e deferiu o pedido de retirada de pauta do processo. Parece piada, mas não é. Esta é a realidade do funcionamento do TJMG. No caso do prefeito de Mariana, Celso Cota, esta brincadeira de esconde-esconde ultrapassou os limites da moralidade.

Isolado dentro do TJMG, o presidente Joaquim Herculano Rodrigues parece pouco ligar para imagem da instituição, principalmente quando os atentados são comandados por seus filhos. Desembargadores que não concordam com o que está ocorrendo sentem-se constrangidos em comentar. No CNJ ninguém quis comentar o caso, o mesmo ocorrendo em relação a OAB/MG.

FONTE: www.novojornal.com