Presidente Dilma nega reforma ministerial.

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Roberto Stuckert Filho/PR: Brasília - DF, 19/03/2015. Presidenta Dilma Rousseff durante cerimônia de anúncio de Medidas de Modernização do Futebol. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

Presidente afirma a jornalistas: “Vocês estão criando reforma ministerial que não existe. Não tenho perspectiva de alterar nada e nem ninguém”; “Não adianta botar que tem reforma ministerial. Reforma ministerial é uma panaceia, ou seja, não resolve os problemas. O que resolve os problemas nós estamos colocando em prática”, acrescentou Dilma Rousseff, depois de anunciar, em cerimônia no Palácio do Planalto, medidas de modernização do futebol brasileiro; sobre a substituição de Cid Gomes na Educação, após o conflito de ontem na Câmara dos Deputados, ela assegurou que não olhará para o interesse dos partidos; “Será uma pessoa boa para a educação e não desse ou daquele partido”.

Um dia depois da saída de Cid Gomes do ministério da Educação, a presidente Dilma Rousseff negou que pretende fazer uma reforma política, como tem sido divulgado na imprensa. Cid Gomes pediu demissão da pasta após uma sessão conturbada na Câmara dos Deputados.

“Vocês estão criando reforma ministerial que não existe. Não tenho perspectiva de alterar nada e nem ninguém. Claro que as circunstâncias mudam, como agora, mas não há reforma prevista. Não adianta botar que tem reforma ministerial. Reforma ministerial é uma panaceia. Não resolve os problemas”, disse Dilma a jornalistas.

Sobre o substituto de Cid Gomes, a presidente assegurou que não olhará para o interesse dos partidos. “Será uma pessoa boa para a educação e não desse ou daquele partido”, afirmou, destacando as ações do governo petista no setor. “Nós, nos últimos tempos, conseguimos melhorar as universidades brasileiras. Fizemos 8 milhões de matrículas no Pronatec, Prouni e Fies. Mas não basta”.

De acordo com a colunista do 247 Tereza Cruvinel, a saída de Cid pode abrir mudanças no ministério. Para aproximar o PMDB do núcleo gestor do governo, a presidente pode fazer as seguintes mudanças, segundo a jornalista:

“Para o lugar de Cid Gomes no MEC pode ser deslocado o chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, que já ocupou a pasta e no cargo atual enfrenta hostilidades da base aliada. Para o gabinete civil pode ser deslocado o ministro da Defesa Jaques Wagner. Um nome do PMDB, como Henrique Alves ou Eliseu Padilha, pode ser entronizado na coordenação política, substituindo o petista Pepe Vargas”.

Cid Gomes foi bastante criticado na noite de ontem por parlamentares da base e da oposição. Líderes do DEM e do PMDB pediram sua saída. O partido aliado chegou a ameaçar deixar a base aliada caso o ministro não fosse demitido por Dilma. O agora ex-ministro foi convocado à Câmara para explicar declaração de que havia cerca de 300, 400 “achacadores” na Casa. Em seu discurso, ele não retirou as palavras e ainda atacou o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (leia mais).

Abaixo, reportagem da Agência Brasil:

Dilma diz que mudança no comando do Ministério da Educação é pontual

Yara Aquino – A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (19) que a saída do ministro da Educação, Cid Gomes, foi uma alteração pontual. Segundo ela, no momento, não há perspectiva de alterar mais nenhum cargo no governo.

“Vocês estão criando uma reforma no ministério que não existe. São alterações pontuais, estou fazendo uma alteração pontal no Ministério da Educação. Não tenho perspectiva de alterar nada, nem ninguém, mas as circunstâncias às vezes obrigam você alterar, como foi o caso da educação,” observou.

“Não tem reforma ministerial. Reforma ministerial é uma panaceia, ou seja, não resolve os problemas. O que resolve os problemas é o que estamos colocando em prática”, disse aos jornalistas, após cerimônia no Palácio do Planalto.

Sobre quem substituirá Cid Gomes, Dilma acrescentou que o novo nome para ocupar a pasta não será escolhido com base em composição partidária.” Vou escolher a pessoa boa para a educação, e não a pessoa desse, daquele ou de outro partido”.

O ministro da Educação, Cid Gomes, pediu demissão à presidenta Dilma Rousseff, após polêmica deflagrada ontem (18) com o Congresso Nacional.

Fonte:www.brasil247.com