Mulher destrói imagem sacra com enxada e manda santa ‘reagir’ em Belo Oriente.

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Falta de respeito, intolerância religiosa, surto. Moradores de Belo Oriente, na região do Rio Doce, ainda tentam entender o que levou uma mulher de 48 anos a destruir a golpes de enxada uma imagem sacra na porta de uma igreja da cidade nessa terça-feira (24). Ela foi detida.

De acordo com o boletim de ocorrência da Polícia Militar, a corporação recebeu pelo telefone 190 denúncias que a dona de casa estava na porta da Igreja Nossa Senhora da Piedade, localizada em uma praça no centro, atacando a imagem sacra.

Militares deslocaram até o local e encontraram a suspeita ainda na porta com o instrumento nas mãos. Ela, que não resistiu à prisão, se recusou a dizer a motivação do crime.

“Todo mundo ficou assustado. Ela fez isso na frente de vários moradores e não se importou. Não sabemos por qual motivo ela fez essa barbaridade, mas nada justifica”, disse um morador, que pediu para não ter o nome divulgado.

Após o ato de vandalismo, a criminosa foi encaminhada à delegacia da cidade.

Mulher ‘conversou’ com imagem, diz padre

Enquanto danificava a imagem, a mulher chegou a conversar com ela perguntando se não reagiria. A informação é do padre Luiz Carlos Macedo, que celebra missas na cidade há 20 anos.

“Estava na casa paroquial quando duas garis chegaram gritando e contando que tinha uma mulher destruindo a imagem. Acionei a polícia e fui para a porta da igreja, onde vários fiéis estavam chorando”, contou o sacerdote.

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Macedo afirmou que nunca teve problemas com outras religiões na cidade. “A relação sempre foi tranquila. Fiz uma representação contra ela na delegacia. A sociedade precisa ter uma resposta”, explicou.Ainda conforme o padre, a mulher estava exaltada.

“Ela cantava várias músicas da igreja que frequenta. Algumas pessoas me disseram que ela chegou a conversar com a imagem e pediu que ela reagisse. Muito descontrolada, ela foi levada para o quartel e a família dela esteve lá”.

Restauração

Segundo o padre, a restauração da imagem, que mede mais de 2 metros de altura, começou nesta quarta-feira (25).

“Arcamos com o material e a mão de obra é voluntária. Ainda não sabemos quanto tempo vai durar o serviço. Um dos filhos da mulher quis arcar com os prejuízos. Não é questão financeira, o que queremos é respeito com todas as religiões”, finalizou o sacerdote.

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