Sem gols na Libertadores, ataques de raposa e galo, miram no clássico.

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Cruzeiro e Huracán (Foto: Gualter Naves / Light Press)

O campeão Brasileiro contra o Campeão da Copa do Brasil. Cruzeiro e Atlético-MG terminaram 2014 em alta. Os dois eram apontados pelos críticos como os grandes favoritos para a Libertadores. Mas depois das duas primeiras rodadas da competição continental, ambos se complicaram com resultados não satisfatórios para o início do torneio. Às vésperas do clássico deste domingo, pela sexta rodada do Campeonato Mineiro, às 16h (de Brasília), no Mineirão, Raposa e Galo chegam para o duelo com ataques completamente ineficientes na Libertadores.

Quatro jogos dos times mineiros na Libertadores, nenhum gol. O Atlético-MG perdeu para o Colo-Colo, por 2 a 0, no Chile e para o Atlas-MEX, por 1 a 0, no Independência. O Cruzeiro empatou os dois jogos por 0 a 0, com Universitario Sucre, na Bolívia, e Huracán, no Mineirão.

E os números mostram perfis diferentes dos times mineiros. O Atlético-MG finalizou 18 vezes nos dois primeiros jogos (oito vezes contra o Colo-Colo e dez contra o Atlas), o que pode indicar um problema na criação de jogadas. O Cruzeiro finalizou muito mais, foram 31 (13 no jogo contra o Universitario Sucre e 18 contra o Huracán).  Os números demonstram que o time celeste até tem criado muitas oportunidades, mas tem pecado na hora de concluir.

Levir Culpi não esconde a preocupação com a ineficiência do ataque atleticano. O treinador vive a dúvida se joga com um centroavante fixo ou com um jogador mais rápido no ataque. O comandante do Atlético-MG acredita que é preciso ter paciência e que os gols vão sair.

– Preocupa sim. Tem de ter números, fazer gols. Ano passado tivemos, sem o pivô, com um ataque muito enxuto. É deixar correr que eles vão acertar.

Do lado azul, Judivan até tentou, mas a bola não entrou contra o Huracán. O atacante diz que o treinador vai ajudar o time celeste a corrigir os erros de finalização para que os gols possam sair.

– O Marcelo (Oliveira) com certeza vai conversar com a gente para corrigir todos os erros. Temos que caprichar mais, para chegarmos mais fortes no clássico de domingo.

Levir Culpi e comissão técnica do Atlético-MG (Foto: Bruno Cantini/CAM)Depois de perder Lucas Pratto, lesionado, Levir Culpi adotou esquema sem centroavante fixo (Foto: Bruno Cantini/CAM)

No Campeonato Mineiro a situação é um pouco diferente. O Cruzeiro tem o melhor ataque da competição, com 12 gols, com uma média de pouco mais de dois gols por partida. O Atlético-MG marcou nove vezes, com a média um pouco menor que dois gols por jogo. Pela importância, o clássico de domingo será um bom teste para o ataque das duas equipes.

Início ruim

O Atlético-MG tem o pior início de Libertadores da sua história. Em 1972, 1978, 1981 foram dois empates no início. Em 2000, uma vitória e uma derrota. No ano do título, 2013, o início foi arrasador, foram duas vitórias, sobre São Paulo e Arsenal de Sarandí, na Argentina. Assim como em 2014, com duas vitórias. Mas nada comparado ao início de 2015, com duas derrotas seguidas, uma delas dentro de casa.

Luan, atacante do Atlético-MG (Foto: Bruno Cantini/CAM)
Sem Pratto, Luan passou a ser o destaque no ataque atleticano (Foto: Bruno Cantini/CAM)

O Cruzeiro também não tinha um início de Libertadores ruim, na fase de grupos, há muito tempo. Desde 1997, para ser mais preciso. Na ocasião, o Cruzeiro perdeu as três primeiras partidas, não somou nenhum ponto (depois arrancou com três vitórias, se classificou para o mata-mata e sagrou-se campeão pela segunda vez). De lá pra cá, o clube celeste sempre terminou a segunda rodada somando pelo menos três pontos.

Raio-x dos ataques

Ambas equipes atuam com um sistema de jogo parecido, o 4-2-3-1. Isso significa: uma linha de quatro defensores, composta pelos laterais nas extremidades; dois volantes; três jogadores mais à frente (um mais centralizado e dois pontas, se movimentando bastante) e um homem mais centralizado à frente.

O Cruzeiro atua com Leandro Damião como referência. Nos jogos do time celeste, o ataque joga em função do centroavante. A maioria das jogadas ofensivas convergem para o jogador. Marquinhos e Willian (Judivan tem entrado no segundo tempo) também têm papel importante, já que conferem movimentação e velocidade ao ataque da Raposa.

O Atlético-MG também começou a temporada com um centroavante fixo, Lucas Pratto. Mas a contusão do argentino obrigou Levir Culpi a testar o sistema sem um homem de referência. Modelo que, inclusive, fez sucesso e levou o Galo ao título da Copa do Brasil, no ano passado, em cima do Cruzeiro. O ataque que deve atuar no clássico deve ter Dodô, Carlos, Luan e Dátolo. Conhecido como “ataque flutuante”, os jogadores se movimentam muito e não guardam posição.

Fonte:www.globo.com