‘Batalha de ritmos’ marca apresentação brasileira no final das Paraolimpíadas.

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Foto: Getty

A apresentação brasileira na cerimônia de encerramento dos Jogos Paraolímpicos de Londres durou oito minutos e foi marcada por uma “batalha” de ritmos musicais, tendo como tema a “felicidade”.

A performance teve início com a “batalha do passinho”, um misto do break e do funk, típico das favelas cariocas, ao som de um mash up da canção “Cidade Maravilhosa”. Dançarinos cadeirantes participaram da apresentação.

Após o “passinho”, o cantor Carlinhos Brown subiu ao palco e deu lugar à “segunda batalha”, entre ritmos do Nordeste do Brasil.

O terceiro “confronto” foi entre a capoeira e o balé clássico, que contou com a presença da companhia de balé de cegos, ao som dos Paralamas do Sucesso, cujo vocalista, Herbert Vianna, é paraplégico.

Por fim, a cantora e atriz Thalma de Freitas, fantasiada de Carmem Miranda, fechou a apresentação brasileira com todos os integrantes em cima do palco em uma grande festa.

A apresentação foi dirigida por Cao Hamburger e Daniela Thomas, os mesmos responsáveis pela performance brasileira na cerimônia de encerramento das Olimpíadas dos Jogos de Verão de Londres deste ano.

Minutos antes da performance, o prefeito Eduardo Paes recebeu a bandeira paraolímpica das mãos de Philip Craven, presidente do Comitê Paraolímpico Internacional (IPC).

Em seguida, foi exibido um vídeo de pessoas portadoras de necessidades especiais se exercitando em meio a cartões postais do Rio de Janeiro.

Início

A cerimônia de encerramento dos Jogos Paraolímpicos de Londres começou na noite deste domingo na capital britânica com direito a um show de vento, fogo e muito barulho, como já havia adiantado o diretor artístico Kim Gavin.

O evento marcou o fim das competições olímpicas em Londres, iniciadas com os Jogos Olímpicos de Verão, que foram inaugurados no dia 27 de julho.

Antes da apresentação brasileira, a banda de pop/rock Coldplay se apresentou durante mais de uma hora no Estádio Olímpico de Stratford.

A cantora de hip hop Rihanna, que nasceu na ilha caribenha de Barbados, uma ex-colônia britânica e atualmente membro do Commonwealth, também subiu ao palco.

A cerimônia, que começou às 20h30 (16h30 de Brasília), fez jus ao “festival de chamas” prometido mais cedo pelo diretor artístico Kim Gavin, que prestaria homenagem às tradições antigas e às festas britânicas.

A proposta era levar o público, incluindo 4,2 mil para-atletas, a uma viagem através das quatro estações: verão, outono, inverno e primavera.

Cerca de 1.200 artistas participaram das performances deste domingo.

“A idéia é (celebrar) uma grande união”, disse Gavin, antes do evento.

“Somos conhecidos como uma nação que realiza a maioria dos festivais do mundo, afinal promovemos 600 festivais por ano”, acrescentou o diretor artístico.

Surpresas

No início do evento, foi feita uma homenagem à entidade de caridade das Forças Armadas do país, a Help for Heroes, e aos militares responsáveis pela segurança de todo o evento.

Os para-atletas britânicos David Weir e Sarah Storey, que ganharam cada um quatro medalhas de ouro nos Jogos Paraolímpicos, entraram no estádio olímpico carregando a bandeira do Reino Unido, ao passo que atletas portando as bandeiras dos 164 países competidores entravam na arena central.

Enquanto isso, a companhia de dança Candocco Dance Company, um grupo contemporâneo de 12 dançarinos, incluindo alguns portadores de deficiência, se apresentou ao som das músicas da banda de pop/rock britânica Coldplay.

Vários veículos, semelhantes a alegorias carnavalescas, também invadiram o estádio, com bicicletas flamejantes e luzes estroboscópicas.

Os atletas paraolímpicos Mary Nakhumicha Zakayolrish, do Quênia, e Michael Mckillop, da Irlanda, ganharam medalhas de ouro em reconhecimento pelo melhor “espírito olímpico” dos Jogos.

‘Festival da vida’

“Dar essa abordagem de festival é puramente para trazer a celebração da última noite em que os Jogos se realizam Londres. Prestamos homenagem ao todo o espírito humano e de realização através destes esportes maravilhosos vistos nas duas últimas semanas”, disse Gavin, antes da cerimônia de encerramento dos Jogos.

“O que conseguimos fazer é montar um grupo único de pessoas que vai sacudir o Estádio Olímpico e montar o festival da vida. A noite inteira será uma festa para a chama olímpica, que, finalmente, sairá de Londres”, acrescentou.

Gavin contou ter abordado a banda Coldplay há mais de um ano, de forma a garantir a participação do grupo liderado pelo vocalista Chris Martin.

“Eles toparam imediatamente e tomaram as rédeas da apresentação. Disseram, também, que gostariam de estar envolvidos e acreditavam no que estávamos fazendo. Eu queria que fosse um acontecimento, com uma grande banda”, afirmou.

Chris Martin, do Coldplay, afirmou: “Ser convidado para tocar na festa de encerramento para os atletas paraolímpicos em Londres é uma grande honra para nós e estamos muito felizes de estar envolvidos. Será uma das maiores noites de nossas vidas”.

fonte: bbc brasil