Após duas derrotas, Brasil tenta juntar os cacos no vôlei.

0
12

O Brasil enfrenta a China nesta sexta-feira, a partir das 5h30 (horário de Brasília), em partida que vale o futuro da seleção feminina de vôlei nos Jogos Olímpicos. Em situação delicada no grupo, o time do técnico José Roberto Guimarães precisa vencer de qualquer maneira. Após a derrota de quarta para a Coreia do Sul, a segunda seguida na Olimpíada – antes, perdeu para os Estados Unidos -, o semblante das jogadoras já mostrava o quanto o resultado foi inesperado. Agora, é hora de juntar os cacos e buscar a recuperação.

Depois da derrota de quarta-feira, Jaqueline deixou a quadra quase chorando, sem explicações para a campanha ruim do Brasil em Londres. Já Paula Pequeno preferiu contornar a situação. “O importante nessas horas é manter a cabeça tranquila”, disse a jogadora.

Sem ter uma boa atuação até agora em Londres, a seleção feminina estreou ganhando no sufoco da Turquia por 3 a 2, depois perdeu para Estados Unidos e Coreia do Sul, ambas as partidas por 3 a 0. Agora, além de China, terá de vencer a Sérvia na última rodada e torcer para conseguir uma das quatro vagas da chave.

“Nós estamos muito tristes e não dá para explicar o que está acontecendo. Neste momento o time precisa de carinho”, explicou Paula Pequeno, reconhecendo que a seleção brasileira, atual campeã olímpica, está deixando a desejar em Londres. “O grande pecado é esse: estamos errando muito.”

Logo após a derrota para os Estados Unidos, as atletas se reuniram e combinaram que o time deveria mostrar mais disposição e ficar mais pilhado em campo. Em alguns momentos contra a Coreia do Sul, isso até ocorreu. Mas na maior parte do tempo a apatia ganhou espaço e a cada erro a situação só piorava. Para Sheilla, o combinado não deu certo. “A gente tentou colocar agressividade dentro de quadra, mas erramos bastante. Sabemos que estamos em uma situação complicada, mas temos de pensar em vencer a China”, avisou.

Zé Roberto já tentou de tudo para reverter a situação, mas está incomodado com a maneira de o Brasil atuar. “A equipe está um pouco presa, ainda não jogou aqui”, avaliou o treinador. “As meninas sabem que é muita pressão, conhecem a responsabilidade que elas têm. Então são dois jogos para resolver nossa vida”, completou. A capitã Fabiana também aproveitou para mandar o recado para o grupo. “Estamos em um momento delicado e não podemos baixar a cabeça”, avisou a central.

AE